Ex-prefeito de Vitória consolida vantagem obtida no primeiro turno e derrota Ricardo Ferraço na disputa pelo Palácio Anchieta
Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi eleito governador do Espírito Santo neste domingo, 25 de outubro. Com 99,99% das urnas apuradas, o ex-prefeito de Vitória recebeu 52,17% dos votos válidos, contra 47,83% do governador Ricardo Ferraço (MDB).
O resultado confirma a liderança construída por Pazolini desde o primeiro turno. Em 4 de outubro, o candidato do Republicanos terminou a primeira etapa da eleição com 49,65% dos votos válidos, ficando próximo de alcançar a maioria necessária para definir a disputa sem a realização de um segundo turno.
Na etapa final da campanha, Pazolini ampliou sua articulação política. A coligação Paz Para Viver um Novo Tempo reuniu Republicanos, PL e Democrata e contou com Eliane Leal, do PL, como candidata a vice-governadora. No segundo turno, o governador eleito também recebeu manifestações de apoio do PSD, Novo e de dirigentes nacionais do Podemos e do União Brasil.
A campanha também aproximou Pazolini de lideranças nacionais da direita. O então candidato recebeu apoio de Flávio Bolsonaro (PL) e participou de eventos ao lado de nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP).
Advogado e ex-delegado da Polícia Civil, Pazolini também atuou como auditor do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo antes de ingressar na política. Foi eleito deputado estadual em 2018 e prefeito de Vitória em 2020. Em 2024, conquistou a reeleição para comandar a capital capixaba ainda no primeiro turno, com 56,22% dos votos válidos.
Do outro lado da disputa, Ricardo Ferraço assumiu o Governo do Estado em abril de 2026, após a renúncia de Renato Casagrande para disputar uma vaga no Senado. No segundo turno, Ferraço recebeu o apoio público do presidente estadual do PT, João Coser, enquanto Casagrande declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial.
A vitória de Pazolini encerra um ciclo político comandado pelo grupo de Casagrande no Palácio Anchieta e abre uma nova composição de forças no Espírito Santo. O governador
