Presença de agentes ocorre dias após prefeito Lastênio Cardoso virar alvo de ação eleitoral; até o momento, não há confirmação de relação entre os fatos

A presença da Polícia Federal em frente à Prefeitura de Baixo Guandu chamou a atenção de moradores na manhã desta segunda-feira (19). A movimentação ocorre poucos dias depois de o prefeito Lastênio Cardoso (MDB) virar alvo de uma ação na Justiça Eleitoral por declarações feitas durante a campanha para o Governo do Espírito Santo.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre o motivo da presença da Polícia Federal no local. Também não foi informado se os agentes cumprem algum mandado ou realizam outra diligência.

Por isso, não é possível afirmar, neste momento, que a movimentação tenha relação com a investigação eleitoral envolvendo o prefeito.

Prefeito virou alvo de ação após vídeo

No último dia 10 de outubro, Lastênio Cardoso publicou um vídeo nas redes sociais no qual associou a manutenção de aproximadamente 700 empregos na Prefeitura de Baixo Guandu à vitória de Ricardo Ferraço (MDB) na disputa pelo Governo do Espírito Santo.

Na gravação, o prefeito afirmou:

“Caso o Ricardo Ferraço, o 15 aqui, não vença as eleições, o que vai acontecer em Guandu? A prefeitura vai ter que demitir, talvez, umas 700 pessoas”.

Lastênio também relacionou uma eventual derrota de Ferraço à possível paralisação de obras, redução de investimentos e consequências para o comércio do município.

Em outro trecho, questionou os eleitores sobre a responsabilidade por eventuais demissões:

“Quem vota contra o Ricardo Ferraço vai poder deitar à noite… colocar a cabeça no seu travesseiro e olhar e pensar quantas pessoas desempregadas vão estar no Guandu?”

Coligação acionou a Justiça Eleitoral

Após a repercussão do vídeo, a coligação Paz pra Viver um Novo Tempo, do candidato Lorenzo Pazolini (Republicanos), apresentou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Lastênio Cardoso.

Também foram incluídos na ação Ricardo Ferraço e seu candidato a vice-governador, Camillo Neves.

A coligação pede que Lastênio seja declarado inelegível e solicita a cassação dos registros de candidatura de Ricardo Ferraço e Camillo Neves, argumentando que as declarações poderiam representar abuso de poder político e pressão sobre servidores, contratados e eleitores.

Também foi solicitado o encaminhamento do caso ao Ministério Público Eleitoral para apuração de eventuais crimes eleitorais.

Motivo da presença da PF ainda é desconhecido

A movimentação desta segunda-feira despertou curiosidade justamente pela proximidade temporal com o caso eleitoral.

Entretanto, sem manifestação oficial da Polícia Federal ou da Justiça Eleitoral, qualquer ligação entre a presença dos agentes na Prefeitura e a ação envolvendo Lastênio Cardoso permanece apenas como hipótese.

A matéria será atualizada caso a Polícia Federal, a Prefeitura de Baixo Guandu ou a Justiça Eleitoral divulguem novas informações.

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