A taxa de pobreza na Argentina caiu para 28,2% no segundo semestre de 2025, conforme dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Indec, órgão oficial de estatísticas do país. O número representa a menor marca desde o primeiro semestre de 2018 e indica um recuo significativo de 9,9 pontos percentuais na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo o levantamento, 8,5 milhões de argentinos vivem abaixo da linha da pobreza, enquanto 1,9 milhão — o equivalente a 6,3% da população — encontram-se em situação de miséria. A renda total familiar registrou crescimento médio de 18,3% no período analisado, o que contribuiu para a melhora dos indicadores sociais.

A metodologia do Indec considera 31 centros urbanos que somam aproximadamente 30 milhões de habitantes. Projetado para todo o território argentino, o índice indica que cerca de 13,2 milhões de pessoas estão em condição de pobreza.

O governo de Javier Milei comemorou o resultado, ressaltando que a taxa já chegou a 52,9% no início de sua gestão, após a forte desvalorização do peso no primeiro semestre de 2024. A Casa Rosada atribuiu aquele pico ao governo anterior, enquanto o ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou que a queda atual decorre da combinação entre crescimento econômico e redução da inflação.

Os próximos levantamentos do Indec devem indicar se o movimento de recuo se mantém e como as políticas econômicas adotadas influenciarão os indicadores sociais ao longo de 2026.

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